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Nos Passos de Magalhães II – SOBRE CEREJAS E GELEIAS

Não havia ripio na ruta 40 desta vez, a paisagem desolada da rota mais ao sul, deu lugar a um relevo mais acidentado, com chapadas e morros cobertos de um gramado verde claro ou amareladas. E ao fundo montanhas nevadas.

Já era dia 24 de novembro, sol com poucas nuvens e deixamos Trevelin às10 horas com um “calor” de 13ºC.

A novidade deste dia era as esperadas plantações de cerejas ou “cerezas” como pronunciavam “los hermanos”. Paramos em La Hoya ainda na província de Chubut, compramos um pequeno pacote de cerejas frescas para comer no caminho enquanto procurávamos a fábrica de geleias. Pena que o saquinho com meio quilo de cerejas era muito pouco. Tão poucas que acabaram antes de conseguirmos tirar fotos.

Compramos geleias de sauco, guinda, cassis, rosa mosqueta,, frutilla (morangos) e frutos do bosque. Em El Bolson almoçamos em frente a praça onde os “bichos-grilos” se reúnem antes de pegar as trilhas montanha acima. Segundo Gloriete as fumaçinhas na  montanha não são atividades vulcânicas.

Bariloche foi de passagem, mas paramos para comprar mais um pacotinho, agora de 2 quilos de cereja. E acompanhamos o entorno esplendido do lago Nahuel Nuapi cercado das flores amarelas até Villa La Angustura. Pequena e acolhedora cidade onde pernoitamos após descobrir que a ruta 7 lagos está “cerrada”.

Paisagens bem diferente dos últimos dias.

Entrada da fábrica de geleias.

Um parada estratégica para fotos....

Final da tarde (21hs) em Vila Angustura

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20/12/2010 Posted by | Aventuras | , , | 1 Comentário

Nos Passos de Magalhães II – CARRETERA AUSTRAL

O dia é 21 de novembro, saimos de Puyuhuapi, apelidado pelo Paulo de Puiuiu. Aliais um paranteses. Definitivamente o Paulo fez outra viagem e não a relatada neste blog. Todas as cidades possuiam nomes diferenciados com sotaque nordestino. Futaleufu virou Futalêlê. Puyuhuapi virou Pu íu íu, Villa La Angustura se transformou em Angostora e assim por diante.

Mas dia 21 amanheceu nublado, chuva fina em Coyhaique com 6,5ºC às 9 horas da manhã, segundo o Tutit. Era dia de novidade. Era dia de Carretera Austral. E com o comboio completo.

A estreita rota 7 chilena com suas curvas sinuosas e piso de ripio é guardada, neste trecho, pelo mistério da mata fechada que a envolve. A cada curva, descida ou subida o que será que nos espera? Um lago. Uma cachoeira. Um rio caudaloso e esverdeado ou uma ponte de madeira digna do espirito off road.

Saindo e Coyhaique

Cachoeiras no caminho.

flores no caminho

Os sete carros se deslocaram sem pressa por entre as folhagens, poças de lama e sombras da vegetação no ripio. A carretera austral proporcionou ainda um pouco de neve no trecho mais alto, antes do Parque Queulat.

Eis a Carretera Austral, com toda sua magia.

Um pouquinho de neve e os carros alinhados....

E o espirito de criança aflorou em todos, especialmente no piloto do Troller que possuía um verdadeiro play ground a sua frente. O auge destas travessuras foi cortar mato adentro até a beira de um largo rio com uma ilhota próxima a nossa margem. E não deu outra, lá se foi o Troller abrindo caminho para o Pajero, a Sorento e uma das Toyota verdes (do Henrique).

Alcançamos os demais na breve caminhada no P.N. Queulat para avistar, ao longe, um glaciar suspenso pelas montanhas andinas. O fim deste dia foi brindado a bons vinhos chilenos na pousada de Puyuhuapi e também no restaurante Estrela do Sul onde finalmente os expedicionários jantaram juntos.

Correnteza no parque nacional Queulat

Todos juntos no jantar em Puyuhuapi

 

 

20/12/2010 Posted by | Aventuras | , | Deixe um comentário