OsTrotamundos

A vida é Trotar por este mundo!

Nos Passos de Magalhães II – E QUE SALMÃO!

Região dos Lagos não por acaso. A visão lagos gigantes e montanhas nevadas ao fundo era a constante desta viagem que iniciou na Argentina e tinha o como objetivo Puerto Varas no Chile. Esta visão só ficava ausente quando as grandes arvores faziam barreira na estrada quase fechando em túneis naturais e verdes.

A novidade desta quinta-feira ensolarada, vigésimo oitavo dia de viagem, seria a presença de vulcões.

Um dos muitos lagos, numa das muitas paradas fotográficas...

 

O primeiro a dar as caras foi o famoso vulcão Osorno, com o seu formato clássico e o pico de gelo eterno (ou até quando o aquecimento global permitir). Depois quase em Puerto Varas avistamos o largo vulcão Cabulco. E ainda tivemos cerejas chilenas e um final de tarde num confortável café francês.

Cerejas e ao fundo o vulcão Osorno.

Vulcão Cabulco

Pescaria no Lago Llanquihué com o Osorno ao fundo

Cafezinho após caminhada a beira do lago.

Mas e o salmão? E que salmão!

Depois da aduana em Argentina/Chile na qual tivemos de comer todas as ultimas cerejas e as laranjas, descemos contornando as montanhas, tal qual descrito no inicio. Mas a fome tem mais pressa que o Tutit e logo na cidade Entre Lagos paramos num pequeno e muito simples restaurante. Ao pronunciar o menu do dia, não duvidamos: Salmão com batatas coradas e um belo suco de framboesas frescas.

Suco de framboesas frescas.. hhummmm

O salmão já atacado pelos apressados garfos da Vi.

Ahhhh e que salmão! Como diria a Vi: hummmmm gostoooooso.

 

 

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25/12/2010 Posted by | Aventuras | , , | 1 Comentário

Nos Passos de Magalhães II – SOBRE CEREJAS E GELEIAS

Não havia ripio na ruta 40 desta vez, a paisagem desolada da rota mais ao sul, deu lugar a um relevo mais acidentado, com chapadas e morros cobertos de um gramado verde claro ou amareladas. E ao fundo montanhas nevadas.

Já era dia 24 de novembro, sol com poucas nuvens e deixamos Trevelin às10 horas com um “calor” de 13ºC.

A novidade deste dia era as esperadas plantações de cerejas ou “cerezas” como pronunciavam “los hermanos”. Paramos em La Hoya ainda na província de Chubut, compramos um pequeno pacote de cerejas frescas para comer no caminho enquanto procurávamos a fábrica de geleias. Pena que o saquinho com meio quilo de cerejas era muito pouco. Tão poucas que acabaram antes de conseguirmos tirar fotos.

Compramos geleias de sauco, guinda, cassis, rosa mosqueta,, frutilla (morangos) e frutos do bosque. Em El Bolson almoçamos em frente a praça onde os “bichos-grilos” se reúnem antes de pegar as trilhas montanha acima. Segundo Gloriete as fumaçinhas na  montanha não são atividades vulcânicas.

Bariloche foi de passagem, mas paramos para comprar mais um pacotinho, agora de 2 quilos de cereja. E acompanhamos o entorno esplendido do lago Nahuel Nuapi cercado das flores amarelas até Villa La Angustura. Pequena e acolhedora cidade onde pernoitamos após descobrir que a ruta 7 lagos está “cerrada”.

Paisagens bem diferente dos últimos dias.

Entrada da fábrica de geleias.

Um parada estratégica para fotos....

Final da tarde (21hs) em Vila Angustura

20/12/2010 Posted by | Aventuras | , , | 1 Comentário

Nos Passos de Magalhães II – CARRETERA AUSTRAL

O dia é 21 de novembro, saimos de Puyuhuapi, apelidado pelo Paulo de Puiuiu. Aliais um paranteses. Definitivamente o Paulo fez outra viagem e não a relatada neste blog. Todas as cidades possuiam nomes diferenciados com sotaque nordestino. Futaleufu virou Futalêlê. Puyuhuapi virou Pu íu íu, Villa La Angustura se transformou em Angostora e assim por diante.

Mas dia 21 amanheceu nublado, chuva fina em Coyhaique com 6,5ºC às 9 horas da manhã, segundo o Tutit. Era dia de novidade. Era dia de Carretera Austral. E com o comboio completo.

A estreita rota 7 chilena com suas curvas sinuosas e piso de ripio é guardada, neste trecho, pelo mistério da mata fechada que a envolve. A cada curva, descida ou subida o que será que nos espera? Um lago. Uma cachoeira. Um rio caudaloso e esverdeado ou uma ponte de madeira digna do espirito off road.

Saindo e Coyhaique

Cachoeiras no caminho.

flores no caminho

Os sete carros se deslocaram sem pressa por entre as folhagens, poças de lama e sombras da vegetação no ripio. A carretera austral proporcionou ainda um pouco de neve no trecho mais alto, antes do Parque Queulat.

Eis a Carretera Austral, com toda sua magia.

Um pouquinho de neve e os carros alinhados....

E o espirito de criança aflorou em todos, especialmente no piloto do Troller que possuía um verdadeiro play ground a sua frente. O auge destas travessuras foi cortar mato adentro até a beira de um largo rio com uma ilhota próxima a nossa margem. E não deu outra, lá se foi o Troller abrindo caminho para o Pajero, a Sorento e uma das Toyota verdes (do Henrique).

Alcançamos os demais na breve caminhada no P.N. Queulat para avistar, ao longe, um glaciar suspenso pelas montanhas andinas. O fim deste dia foi brindado a bons vinhos chilenos na pousada de Puyuhuapi e também no restaurante Estrela do Sul onde finalmente os expedicionários jantaram juntos.

Correnteza no parque nacional Queulat

Todos juntos no jantar em Puyuhuapi

 

 

20/12/2010 Posted by | Aventuras | , | Deixe um comentário

Nos Passos de Magalhães II – SOBRE MEL, OVOS E OUTROS TONS DE VERDE

Amanhece nublado na cidade de Perito Moreno, a data é 19 de novembro. Cada qual num hotel da pequena cidade,  se dirige ao ponto de encontro, por sorte a hospedagem que me encontro. Hoje iremos passar a aduana da Argentina para o Chile (que novidade) e faremos uma estrada considerada cinematográfica, a mesma força mística da ruta 40 que nos uniu no dia anterior ao despedaçar alguns pneus, nos distanciará novamente.

Serão 2 grupos, o primeiro formado pela Nissan Amarela, Sorento preto e pela Hilux prata, novinha em folha. A viagem será contornando um grande lago pelo lado mais curto com objetivo de chegar rapidamente a Coyhaique, cidade com melhor estrutura para conserto dos carros. O segundo grupo serão os carros mais ecológicos do grupo, os 3 carros verdes: Pajero, Toyota 1 e Toyota 2 irão contornar o 2º maior lago da America pelo seu lado mais selvagem e longo com objetivo de fazer alguns passeios no caminho.

E o Troller? Bem o Troller era uma incógnita na noite anterior, pois precisava de trocar a rebiboca da parafuseta novamente e não sabíamos se conseguiria a tempo de acompanhar o grupo 2 ou teria de acoplar com o grupo 1.

Este dia foi extenso e cheio de emoções, divididas em 3 atos e um belo cenário:

ATO 1 – MEL , MIEL e BEIJINHOS

O Troller acordou cedo para o conserto e as 7 já tava com o motor roncando na cidade de Perito Moreno, doido para conhecer o famoso lago General Carreras pelo lado Chileno e lago Buenos Aires pelo lado obvio da Argentina. Trata-se do 2º maior lago da América perdendo apenas para o Titicaca no Peru.

Como medida preventiva, o Troller puxa o comboio do dia, acelerando nas curvas de ripio e levantando poeira. Em breve avistamos o grande lago pelo lado argentino ainda e realmente impressiona.

Chegamos no posto aduaneiro Argentino e fizemos os tramites legais com os passaportes e documentos dos carros. Iríamos em breve entrar na rigorosa aduana chilena. De praxe o documento que vc declara se possui produtos proibidos no carro, antes de vistoria “Se declara, tudo se esclarece!”. Diz o logotipo traduzido livremente. Pois bem, cada carro é minusciosamente revistado e antes o guarda pergunta:

__ Tens miel?

__ Acho que não! Respondo.

Ao verificar o documento de inspeção ele verifica que declaramos possuir itens proibidos. Fica feliz e diz que outros brasileiros declararam que não tinham nada. Foi aí que a ficha caiu, e vi a Rita sendo levada para o escritório da policia seguida pelo Alex.

Terminada a vistoria de todos os carros, passados mais uns 20 minutos e os ocupantes do Troller ainda retidos no cabinetes dos carabineiros. Ao saírem, acompanharam um policial arremessar um pequeno pote de mel dentro da lixeira com cadeados. Ao passar pela gente o Alex meio pertubado só reclamava.

A Rita com um sorriso mineirim nos labios, proclamou que afirmaram para os policiais que dinheiro não tinham, mas se eles quisessem um beijin…

Versão oficial dos bastidores desta trama só poderão ser encontrados no blog do troller. Caso é claro ele crie coragem de publica-la, pois o pessoal do Alex Escobar e o Cartel de “Miel deu linha”, não deixa barato.

Troller e o recado para o Cartel "Miel deu linha"

ATO 2 – OVOS E HUEVOS

Já estávamos satisfeitos com o passeio ao redor do lago General Carreras, mas a fome apertava e paramos na minúscula vila La Guanta. No único estabelecimento da cidade a dona avisa que não vende lanches, que poderíamos encontra um 17 km a frente. Ao andar exatamente 17 quilómetros avistamos uma pequena casa, no meio de uma fazenda, apenas uma pequena placa de madeira avisa: “Temos comida”.

Fomos recebidos numa casa com jeito de vó, pela senhora Valtomira, nos acolheu e nos acomodou em pequenas mesas e cadeiras num cómodo da casa. E de pronto foi tirar carnes e legumes da geladeira. Tivemos de interromper seu intento, explicamos a pressa da viagem e conclusão para um lanche rápido foi “pan e huevo”.

Quantos ovos? Bem, 1 para cada deve ser suficiente. Mas depois da primeira rodada, com café com leite, todos repetiram….

Deixamos a casa de dona Valtomira e seu marido satisfeitos.

Dona Valtomira e seu abençoado fogão.

Quebrando os ovos!

Todos felizes com seus 2 ovos comidos com pão.

ATO 3 – PRISÃO DE MÁRMORE

Próximo de Puerto Rio Tranquilo há as famosas capelas de mármores. Uma formação de mármore esculpido pela agua do lago, gelo e vento. Passeio imperdível segundo a Gloriette. Quase 17 horas e avistamos a primeira placa com propaganda de excursões para as capelas. Com um descontinho especial para brasileiros pidões o barco saiu com 8 pessoas com coletes e maquinas fotográficas lagoa adentro.

Avistamos as formações rochosas e outras embarcações no lugar. Logo pensei: “Que sacanagem será que não vamos conseguir uma foto apenas da catedral?”. Depois de uma manobra esquisita e de aproximar de outro barco, num espanhol que nem o Henrique entendeu, o barqueiro nos conduziu para dentro da capela e indicou que descessemos capela escorregadia adentro. Primeiro achei que fosse parte do passeio, mas logo ficou claro que não.

O outro barco estava com problemas e o nosso barqueiro nos deixou a deriva dentro do apertado espaço das formações de mármore enquanto rebocaria a outra embarcação. Oportunidade de excelentes fotos, de piadinhas de humor negro e de um baita escorregão água super gelada abaixo. Desta empreitada apenas a Rita e a Regina, que teimaram não sair do barco, escaparam desta desventura.

Ficamos aflitos e sem saber exatamente o que acontecia durante uns 20 minutos antes de sermos resgatados.

No barco indo para as catedrais de mármore.

Catedral de Mármore

De dentro da capela

Já que estamos sem nada para fazer mesmo....

Vi ainda sem pânico devido as ondas de águas gélidas que entravam na capela.

De volta ao barco uma vista pelo lado de fora.

PANO DE FUNDO

O pano de fundo destas aventuras foi o belíssimo lago General Carreras, que ocupa uma área de 224 mil hectares, sendo 136 mil no território Chileno e 88 mil hectares em terras argentinas, onde recebe o nome Buenos Aires. É o lago mais profundo da América com 590m de profundidade, na margem sul a aduana é feita pelo Paso Chile Chico e na margem norte pelo Paso Ingeniero Ibanez.

É impossível não se maravilhar com sua tonalidade ora azul turquesa ora esverdeada, devido as geleiras. A carretera Austral neste trecho é simplesmente maravilhosa, digna de 4×4 em vários trechos, com penhascos e curvas acentuadas. Emoldurando o visual existe ainda os Andes. Com seus picos brancos e formações imponentes, delimitam a extensa superfície do lago.

O objetivo do dia de chegar em Coyhaique ficou impossível de ser alcançado com tantas paradas para fotos e a marcha lenta que fazíamos. Depois de quase 300km no perímetro do lago, pernoitamos em Puerto Rio Tranquilo, uma pacata vila as margens do General Carreira, com uma lua cheia digna de quadros e poemas.

Lago General Carreras que não cansou de nos surpreender por mais de 200km.

Lua cheia para completar este dia magnífico.

05/12/2010 Posted by | Aventuras | , | 1 Comentário

Nos Passos de Magalhães II – ATUALIZAÇÃO 01 DE DEZEMBRO

No dia 23 de Novembro de 2010 a expedição chegou em Trevelin. Neste dia encerra oficialmente a Expedição nos Passos de Magalhães II. A partir da próxima aurora, a divisão do grupo devido aos compromissos particulares não permitirão a viagem continuar para todos.

Poucos dias separam esta data para os compromissos no Brasil, mas mais de 5 mil km separam as cabanas Regbue das residências permanentes, lar doce lar.

A turma ficou assim:

Paulo com família seguiu no dia 24 para Bariloche. Os demais ficaram em Trevelin para passeio no Parque dos Alerces.

Dia 25 cedo inicia a saga de Alex e Rita; Carlos e Regina; Hajj e Jane para chegar ao Brasil. Alex tem de trabalhar e tenta arrumar um jeito de mandar o Troller de cegonha para BH a partir de Porto Alegre enquanto ele viaja a parte brasileira de avião. Conseguiu realizar o feito.

Carlos e Regina segue para a região de Missões no interior do Rio Grande do Sul e de lá para Rezende até antes do dia 6.

Hajj e Jane param em Santa Maria no RS, para revisão do carro, que devido a alguns problemas na rebiboca da parafuseta (igual ao Troller – engraçado, né?) tiveram de fazer um pit-stop forçado maior que o previsto e de lá seguirão para SP.

Dia 25 um pouco mais tarde saímos eu e a Vi no Tutit – Pajero verde com as bandeiras de Minas e Brasil coladas na porta do bagageiro; Ramalho e Gloriete na nissan amarela; Henrique, Negâ e a sempre espremida pelo excesso de bagagem Cássia, no Toyota verde. Todos em direção a Villa La Angustura, logo depois de Bariloche, com uma parada estratégica em El Bolson, para cerejas e geleias.

De lá, dia 26 Ramalho foi em direção ao Brasil passando pelas vinículas de Neuquem. Henrique iria para Osorno no Chile.

Eu e a Vi continuamos nossa aventura e continuarei a postar neste blog. Continuem acompanhando.

O mais bacana é que nos dias que se seguiram ao termino oficial da expedição no dia 23, continuávamos a nos comunicar por email. Sempre avisando do sucesso do deslocamento do dia, a hospedagem que conseguimos. Ajudando uns aos outros com informações e apoio moral. Como disse o Carlos num dos emails, mesmo separados continuávamos viajando juntos. E isto resume o espirito de uma expedição como esta.

01/12/2010 Posted by | Aventuras | , | 3 Comentários

Nos Passos de Magalhães II – Rotina

Algumas histórias não são contadas necessariamente na ordem cronológica dos fatos. Alguns filmes como Kill Bill e Pup Fiction, por exemplo, utilizam desta técnica de contar pedacinhos da historia fora de ordem para tornar ainda mais interessante a trama.

Pois bem, vamos dar um salto na história da Expedição que congelou a cena na mística ruta 40 e contar as ultimas peripécias do grupo. Os próximos post poderão ter uma ordem invertida na sequência, mas o leitor será devidamente informado.

Mas antes vamos tentar justificar um pouco do atraso na atualização do blog.

Um belo dia de viagem expedicionária durante as férias começa com o despertador tocando sem parar por volta das 6 horas da manhã. Saímos debaixo das toneladas de cobertor e encaramos o frio chão até o banheiro. Quatro minutos de água correndo depois a temperatura chega a algo mais agradável ao rosto.

Com o sono quase desperto iniciamos o processo de vestir as montoeira de roupas e calçados. Guardamos tudo dentro das malas, pegamos as bolsas de higiene pessoal, guardamos os carregadores de bateria das maquinas fotográficas e filmadoras, celular e computador, juntamente com os necessários adaptadores e eventuais extensão.

Carregamos tudo escada abaixo, saímos ao relento e encostamos nos carros gelados e poeirentos. Depois da 3ª viagem quarto-carro, podemos finalmente sentarmos para um café da manhã normalmente de água quente, leite em pó, nescafé e torradas com manteiga de tablete. Com sorte consegue-se uma fatia de queijo ou de “jamon”. Paga-se em pesos argentinos ou chilenos e pronto.

As 7:30 faz-se anotações no caderno de viagem, necessário para manter este blog por exemplo, registrando temperatura externa (sempre próxima dos 7º C), odómetro do carro, horário de saída, dentre outros dados.

E é hora de encarar na média uns 500km de estrada. Entre paradas para abastecimento, paradas “hidráulicas”, para comer, esticar as pernas, verificar rumos e direções, e na maioria dos casos paradas fotográficas. As vezes alguns passeios e caminhadas em Parques. Atravessa-se planícies, vales, montanhas, rios e lagos, aduanas e postos policiais. Como diz a Vi, as pessoas tem autonomia menor que dos carros.

Ao chegar na cidade de destino é um tal de carro se perder. Todos juntos no sinal. Virem a direita, virem a esquerda e o pequeno radio com pouca bateria no fim do dia chia alto. Avistamos alguns hotéis e pousadas, e finalmente achamos um lugar para “quedar”. Significa então que é hora de abrir o porta malas , que nessa altura do campeonato está mais para porta poeira, e retirar “as tralhas”.

Sentimos sono, mas ainda tá claro. Afinal são apenas 21 horas e o sol ainda vai se pôr. Com sorte jantaremos num bom restaurante, regado ao bom vinho argentino/chileno. Tomamos banho, arrumamos as roupas para o dia seguinte, conectamos com o mundo para um breve olá, descarregamos as fotos no computador. Anotamos os eventos do dia, o registro de chegada, os gastos e tentamos dar uma olhadela na programação do próximo dia, tentamos escrever eeee….  ah vai lá, tenha dó que eu tó cansado.

Boa Noite, que amanhã tem mais!

01/12/2010 Posted by | Aventuras | , | 2 Comentários

Nos Passos de Magalhães II – Chegada em Paine

Torres del Paine o segundo objetivo da expedição Nos Passos de Magalhães II. Torres del Paine o primeiro objetivo para um apaixonado em fotografias. Simplesmente um dos locais mais intocados do planeta. Apenas 2 dias no local, então foi aproveitado ao máximo.

O Parque Nacional Torres del Paine (entrada 15 mil pesos chilenos) possui 242 mil hectares, sendo um lugar provido de elementos simples: montanhas, florestas, rios, lagos, neve, vida selvagem abundante, geleira, desertos e um pouco de civilização representada por grandes, luxuosos e caros hoteis. Nós, é claro, ficamos confortavelmente instalados em nossas próprias barracas e colchões infláveis no camping Pehoé ($10mil por pessoa por dia).

O caminho de Punta Arenas para Torres del Paine passa por Puerto Natales. Uma cidadezinha sede para os aventureiros do parque e que dispõem de muitas pousadas e restaurantes. Por indicação do Ramalho almoçamos num lugar bom, de nome meio duvidoso. Mas pelo menos as montanhas voltaram ao horizonte. Apenas no inicio, depois ficamos de cara a cara com toda a imponência desses maciços rochosos.

Estrada para Porto Natales

Na simpática Puerto Natales

Restaurante de nome duvidoso recomendado pelo Ramalho. Pelo menos estava bem cheio e a comida gostosa.

Antes de chegar no Parque propriamente dito visitamos a “cueva del milodón” , uma caverna onde foram encontrada vestigios deste espécie de preguiça gigante. O passeio é legalzinho, o bom mesmo foi as brincadeiras da Gabriela.

Cueva del Milodón

Fazendo pose ao lado do mais novo amigo Milodón. Ao fundo Gabriela fazendo arte.

Com as montanhas de volta ao cenário surgem os lagos e a cada curva de ripio uma grata surpresa.

Estrada de ripio para Torres

Vista do Lago Toro, antes da entrada do Parque

Finalmente o parque

Chegando no parque fomos direto (claro, com varias paradas para foto) para o camping. Preparamos o jantar e já encaramos a primeira caminhada para o Mirador dos Condores, em frente ao lago Pehoé apreciar o pôr do sol. Nesta empreitada de fim de dia, apenas B.H.Rocha, Vi e Carlos Feitosa encararam a subida.

Primeiro miojo da viagem.

E lhes apresento as famosas Torres del Paine, visto de frente ao lago Pehoé.

Bruno, Viviane e Carlos no crepúsculo del Paine

16/11/2010 Posted by | Aventuras | , | Deixe um comentário

Nos Passos de Magalhães II – Dia 12 Nov

O dia 12/nov não teria nada especial, apenas o deslocamento entre Rio Grande na Argentina para a cidade de Punta Arenas no Chile. O deslocamento relativamente curto 420km, seriam acrescidos de aduanas e da balsa sobre o estreito de Magalhães. Como paisagens as montanhas ficaram para trás e os campos repletos de rebanhos ditaram o cenário novamente.

Punta Arenas é zona franca e a esperança era que conseguiríamos melhores câmbios e realizar compras de artigos esportivos, leia-se meias, calças e blusas de frio, e de artigos eletrônicos. Pura decepção, cambio normal, perdemos muito tempo para encontrar hotel (ficamos divididos em 3 grupos), e para completar os preços não estavam tão atrativos assim.

Pasto com ovelhas de cara preta

Travessia do Estreito de Magalhães na balsa Patagonia.

E a ilha Tierra del Fuego fica para trás

Descanso na "longa" travessia de 30 minutos

16/11/2010 Posted by | Aventuras | , | Deixe um comentário

Nos Passos de Magalhães II – DIA 11 nov

Saimos de Ushuaia no dia 11/nov, sendo que o Ramalho, Gloriete, Henrique, Negâ e Cássia ficaram para tentar curtir um pouco mais a cidade, uma vez que chegaram na véspera. Destino Rio Grande ainda no lado Argentino. É um percurso curto de 215km, mais estratégico, pois na seqüência o objetivo será Punta Arenas no Chile, que significa aduana e balsa pelo estreito de Magalhães.

No caminho mais paradas para fotos no lago escondido e no belissimo lago Fagnano. Um dia tranquilo para viajar e relaxar. Em Rio Grande ficamos no Hostal Antares e dali para o restaurante Tienda Sara com menu del dia de fetuchini bolonhesa “mui caliente”.

Paso Garibaldi

Rota 3

Carros alinhados em frente ao lago Fagnano

Um pouquinho de 4x4 reduzida só para dizer que saímos fora da estrada.

Belíssima composição. Das milhares que vemos todos os dias.

16/11/2010 Posted by | Aventuras | , | Deixe um comentário

Nos Passos de Magalhães II – EM USHUAIA, Terra do Fogo

Tierra del Fuego – A região tem esse nome por acaso. Devido ao seu clima extremamente frio, inóspito, os indígenas locais mantinham fogueiras permanentemente acesas para se aquecer. Há quase 500 anos, exploradores do Velho Mundo que por aqui se aventuravam se deparavam com fogos dispersos e colunas de fumaça. Possivelmente esta foi a imagem que deu origem ao nome da ilha.

Ushuaia – Cidade mais meridional da Argentina e do continente americano e do mundo. Austral = ao sul. Ponto de partida para a maioria das expedições  rumo à Antártica, tem o apelido de “o fim do mundo”, o que a torna mais cobiçada por viajantes de todo o globo.  Ushuaia foi a grande primeira meta da expedição Nos Passos de Magalhães II, sendo atingida por parte do grupo no dia 8, depois no dia 09 e acoplamento total da equipe em 10 de novembro.

Os eventos nos dias que se passaram foram muitos, muitos ficaram adoecidos e utilizaram o tempo para recuperar das subitas mudanças de temperatura e umidade que enfrentamos. Outros conseguiram visitar os parques, museus, passeios de barco e todos foram as compras, carimbar o passaporte com selo do fim do mundo e ao tradicional Cordeiro Patagônico regado com Vino del fin del mundo no restaurante La Instancia, muito boa recomendação de amigos da Rita e do Alex.

Ferrocarril Austral Fueguino

Fim da Rota 3 no parque Tierra del Fuego

Canal de Beagle

Canal de Beagle - outra ponto

Vista do final do canal de beagle no Parque Nacional

Perro campeño no Parque Nacional

Num dos muitos jardins da cidade na Avenida Maipu

Fechando a noite com Cordeiro Patagônico assado num "tenedor libre"

vino austral

Boa Noite Ushuaia

16/11/2010 Posted by | Aventuras | , | Deixe um comentário